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A Fantástica Arte de Tocar o "Foda-se"

O movimento hippie tomou força mesmo no Brasil somente na década de 1970, com a máxima “Paz e Amor”, questões ambientais, prática de nudismo, emancipação sexual, dentre outras ideias tidas como rebeldes à época.

Adotavam um modo de vida comunitário, tendendo a uma espécie de socialismo-anarquista ou estilo de vida nômade e em comunhão com a natureza. Negavam as guerras, abraçavam aspectos religiosos e estavam claramente em desacordo com os valores tradicionais da sociedade ao seu tempo.

Em outras palavras, foi o primeiro grande movimento do “Foda-se”, e que hoje tem os seus representantes, ainda que em quantidade muito menor.

Mas cá pra nós, um pouco de filosofia hippie na vida moderna pode ser extremamente saudável. Largar mão de compromissos que não necessários, permitir-se um pouco de farra, sonecas sem despertador, um bom vinho com amigos em horário incomum, ou simplesmente um pouco de prostração… Atividades potencialmente relaxantes!

Entretanto, depois de anos no meio do Direito e da área comercial, ainda fico impressionado com a frieza de algumas pessoas com relação às outras ao tocar o “Foda-se”. Opa, a ideia não é essa? Tocar o “foda-se” é simplesmente dar de ombro e sorrir pra vida, não é?!

Calma lá, tem “foda-se” que não é assim não! O princípio é BEM simples. Analise as alternativas:

  1. Você está prestes a tocar o “foda-se” e sorrir pra vida por sua conta, sem dever nada a ninguém, no seu espaço e tempo, sem ser invasivo(a) ou prejudicial aos demais? Ou…
  2. Com o seu “foda-se” você está literalmente fodendo a vida de alguém que, um dia, te estendeu a mão?!
Se o seu “foda-se” se limitar apenas à primeira alternativa, “FODA-SE E SEJA FELIZ”!!! Mas caso haja algo da segunda alternativa nas consequências do seu ato, com todo o respeito, você tem mais é que SE FODER DE VERDE E AMARELO!!!

O Retorno

Difícil tentar explicar… O fato é que me fazia muita falta um lugar pra “vomitar” algumas coisas, algumas idéias. Despejar o que não quero mais seja bom ou ruim, ou propagandear aquilo que mais quero. Por agora.

Minhas passagens pela internet sempre foram voltadas ao “humor”. Vide alvos tempos de PutaNhaca e Impressionante. O que houve agora então? Acabou a graça? Ficou velho demais para algumas palhaçadas? Talvez sim. Por agora.

Dentre tudo o que se pode pensar agora, a única coisa certa é que voltei. Pelo menos, por agora.
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